Dom24092017

A iliquidez da política monetária, Geraldo Biasoto Junior

img5A crise tem sido avassaladora para as finanças e tudo indica que o setor produtivo atravessará tempos difíceis. Os paradigmas que balizavam a economia brasileira escondiam imensas inconsistências. Como a economia não é uma ciência exata, é normal que o mercado construa e crie suas verdades, chamadas por Keynes de “convenções”.

Elas são compostas por um conjunto de variáveis articuladas, que permite um funcionamento estável do sistema. O mercado vai além, busca eternizar a convenção como verdade imutável: os “fundamentos”. Assim, políticas monetárias, fiscais e cambiais bem calibradas seriam fiadoras da estabilidade da economia.

A crise é o momento em que este leque de conceitos e procedimentos, que antes garantia certa uniformidade na formação de expectativas, entra em colapso. As autoridades pelo mundo afora já compreenderam muito bem o que é esta crise. Preceitos solidamente estabelecidos foram abandonados com falência do banco Lehman Brothers. Governos tiveram que fornecer liquidez, endurecer a regulação e até mesmo estatizar instituições financeiras.


fonte: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/11/a-iliquidez-da-politica-monetaria/